Quase todos os anos acabamos por sucumbir ao compromisso de
fazer resoluções. Acabamos, no entanto, vÃtimas de um sentimento de culpa por
expectativas que ano após ano vão ficando esquecidas ou mais uma vez adiadas,
como se nada fosse.
Desde o final de 2013 que deixei tudo isso de lado, as
expectativas, as metas e alguns sonhos que mais tarde davam lugar a uma
resignação desconfortante. Desde aà que tentei algo diferente; deixar-me ir sem
grande esforço e fugir dos clichés mais do mesmo.
«Fazer mais exercÃcio, ler mais, voltar a escrever, comer
melhor, estar mais com esta ou aquela pessoa ou até mesmo telefonar à minha avó
mais vezes.»
Vamos ser sinceros: não é que sejam más decisões, não são, mas
a verdade é que nada disso funciona. Eu não sou assim e por isso para quê
forçar-me a algo por causa da conveniência ou até mesmo aparência?
O sentimento de “falhanço” tornava tudo intolerável e o
resultado assemelhava-se a um castelo de cartas a cair, o que se tornava ainda
pior e esgotante. Dado tudo isso, desde então que me dou à liberdade de uma
abordagem menos calculista e ir respondendo às perguntas que vão aparecendo
conforme o meu tempo e não ao contrário. Há quem possa achar uma medida um tanto pragmática e talvez
preguiçosa, já eu prefiro olhar como uma estratégia acertada para lidar com as
ansiedades desnecessárias.
No entanto, assim como fazer resoluções, não as fazer também
se torna uma regra. Mas as regras são para serem quebradas e 2016 vai ser o
melhor ano para isso. Este foi o ano em que me decidi a sair totalmente da
minha zona de conforto e tenho a certeza de que não me vou arrepender.
2016 vai ser o ano, acreditem.